O Deus dos fracos
Por Francisco Razzo
Gosto muito de conversar com ateus, mesmo os estrategicamente mais sujos, mesmo os intelectualmente mais ingênuos. Minha vida toda foi vivida nessa tensão entre a existência ou não de Deus. Desde garoto sou perturbado por “Deus”. É uma estupidez descabida essa ideia de que os religiosos não duvidam de Deus. Quem fala isso é porque nunca sequer leu uma única linha das confissões de um religioso.
Na verdade, os que mais me ensinaram a duvidar de Deus foram os religiosos. Um homem verdadeiramente religioso não vive sua religiosidade como alguém que acaba de aprender o alfabeto no parquinho; um homem religioso é aquele que experimenta radicalmente todos dos dias que a sua existência não tem realmente sentido quando não é vivida em cima do desesperador fio da navalha entre Salvação ou Desgraça, Glória ou Absurdo.
O homem honesto é o homem que chora ao pé da cama. Não existe esse papo besta de que morreu acabou e é preciso ser forte e compreender isso. Homem forte não é o que superou o medo da morte, na verdade esse é o mentiroso. O ateu, muitas vezes, diz que o religioso é um fraco que cria uma zona de conforto uma vez que não teve ainda a coragem de enfrentar o medo da morte. Nada mais estúpido!



"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
