Carta de um Reacionário
Reproduzo aqui um texto adaptado do comentário do Flávio Morgenstern ao poste do Reinaldo Azevedo. A razão é simples, por dois motivos: primeiro, pelo apoio ao Flávio! E, segundo,oras, vale a pena ler e compreender que não só de pão vive um homem! Vada a bordo, cazzo! Pra lembrar que é na hora do náufrago que o capitão não deve abandonar a nave.
Eu sou uma pessoa declaradamente de direita. Defendo o liberalismo, aquela bela doutrina da liberdade que Marx chamou de “capitalismo”. Tenho dados que mostram que defendo o sistema em que pobres enriquecem, mas isso irrita qualquer esquerdista, que só quer que pobre enriqueça se for com eles no poder – do contrário, é “eleitoreiro”. Sou a favor de tudo o que eles detestam (o que inclui tudo o que é bom no mundo).
Pra ser “pior” [...] ainda não vejo problema com o termo “reacionário”: reacionário é apenas quem espera reações das ações. Como já definiu G. K. Chesterton a respeito da Educação (excelente texto disponível aqui), não é que alguém se torna reacionário com a experiência: alguém apenas aprende que as coisas reagem, e sobretudo COMO reagem, antes mesmo de um novo experimento idêntico ser colocado em curso.
Várias vezes neo ateus se opõem ao que escrevo de forma indignada, dizendo algo como “O Luciano quer dizer que nós somos de esquerda, mas eu não sou marxista”. Por isso, já passou do tempo de esclarecer bem a questão da esquerda, e EXATAMENTE o que trato quando cito a esquerda.



"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
